Resumo do Plenário: visita da Oposição ao Hospital Agamenon Magalhães gera debate

Em 25/02/2019
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Deputados da Oposição na Assembleia Legislativa se revezaram na tribuna, na Reunião Plenária dessa segunda, para relatar a situação do Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife. O líder da bancada, deputado Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, denunciou que os funcionários terceirizados da unidade médica estão sem receber há três meses. Ele cobrou explicações do Governo do Estado. Estão com salários de três meses atrasados. Então subam, o Governo aqui, e provem que nós não estamos dizendo a verdade. Porque aqui o Governo tem uma história de dizer que está em dia. Que o Governo cumpre o papel dele, diferente dos outros estados brasileiros, e que nós deveríamos nos orgulhar.”

Antônio Coelho e Priscila Krause, ambos do Democratas, apontaram a superlotação da emergência clínica do hospital, que estaria operando com o triplo da capacidade. Clarissa Tércio, do PSC, afirmou que há revolta entre os pacientes da unidade médica. Já William Brígido, do PRB, registrou que uma funcionária provou estar recebendo menos de um salário mínimo por mês. O líder do Governo na Alepe, Isaltino Nascimento, do PSB, rebateu as críticas da Oposição, destacando os números alcançados pela unidade de saúde. “As pessoas estão tentando aqui apresentar o armageddom da Saúde, quando não é verdade. E primeiro devia ter mencionado aqui nós temos 5 mil atendimentos por mês nas emergências do Hospital Agamenon Magalhães, nós temos 20 mil internações por ano no Hospital Agamenon Magalhães, nós temos mais de 350 partos feitos por mês no Hospital Agamenon Magalhães, cuja cuja referência é a unidade de alta complexidade.”

Nessa segunda, o deputado Clóvis Paiva, do PP, fez um apelo ao secretário estadual de Saúde, André Longo, para que seja reaberto o Hospital Geral do município de Ribeirão, na Mata Sul. Segundo o parlamentar, a população está sem médicos e medicamentos, sendo obrigada a se deslocar para cidades vizinhas em busca de tratamento.

Uma ação de despejo contra mais de 400 famílias acampadas em terras da falida Usina Maravilha, em Goiana, na Mata Norte, pautou o discurso de Doriel Barros, do PT. Ele relatou que foi procurado por líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra na manhã dessa segunda. “A área improdutiva, ela tem que ser cumprida a sua função social. E é tanto que essas famílias estão lá há sete anos. Um entendimento inclusive dos proprietários que, na época, chegaram a dialogar com o próprio Incra, reconhecendo que essa área não era uma área produtiva, e agora, de repente, aparece essa proposta de retirar essas famílias, depois de tanto investimento.”

Vários deputados prestaram solidariedade às famílias. A deputada Jô Cavalcanti, do coletivo Juntas, do PSOL; o deputado João Paulo, do PCdoB, e Teresa Leitão, do PT, apoiaram a decisão de procurar o governador Paulo Câmara e o Tribunal de Justiça de Pernambuco para discutir o impacto da ação de despejo.  

O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, anunciou que vai reapresentar projeto de autoria dele que garante o direito das organizações religiosas de não efetuar casamento ou cerimônia que viole suas crenças. De acordo com a matéria, a recusa de instituições religiosas quanto à permanência de cidadãos que atentem contra seus valores, doutrinas e crenças não configura discriminação.

O movimento suprapartidário em defesa do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, motivou pronunciamento de Teresa Leitão, do PT. Segundo ela, a manifestação, chamada de “banquetaço”, vai ser realizada em todo o país na próxima quarta. Trata-se de uma reação à medida provisória do Governo Bolsonaro que pretende extinguir o órgão ligado à Presidência da República e que presta consultoria na área de alimentação e saúde. 

Ainda durante a Reunião Plenária, o deputado Adalto Santos, do PSB, defendeu a educação domiciliar, modalidade de ensino que está em vias de ser regulamentada pelo Governo Federal. O parlamentar argumentou que essa é uma prática comum em países como Estados Unidos, França e Canadá, e lembrou que a própria Constituição define a educação como dever do Estado e da família.